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Drenagem viária geotécnica em Canoas

Em Canoas, onde o lençol freático é raso em boa parte da planície aluvionar do Rio dos Sinos, a drenagem viária geotécnica precisa ser projetada com critério. Muitas vezes vemos pavimentos que falham porque o sistema de drenagem foi tratado como item secundário. Não é. É a base que garante a vida útil do asfalto e a segurança da via. Por isso, antes de definir o traçado, fazemos um estudo de permeabilidade em laboratório para conhecer a condutividade hidráulica do solo local. Só assim dimensionamos drenos, sarjetas e dissipadores que realmente funcionam no contexto de Canoas.

Imagem ilustrativa de Drenagem viária geotécnica em Canoas
Sem drenagem viária geotécnica, o pavimento em Canoas não dura mais que três períodos de chuvas intensas típicas da região.

Metodologia e escopo

Entre os bairros Mathias Velho e Centro, a diferença de granulometria do solo é gritante. No primeiro, predomina silte arenoso; no segundo, argila siltosa de baixa plasticidade. Isso muda tudo no projeto de drenagem viária geotécnica. Em solo mais arenoso, o fluxo é rápido, mas há risco de piping (erosão interna); em argila, a baixa permeabilidade exige drenos mais profundos e espaçados. Complementamos a investigação com ensaios de classificação de solos para definir curvas granulométricas e limites de consistência. Também aplicamos georradar GPR para mapear camadas de solo e possíveis bolsões d'água antes da escavação. Tudo embasado na ABNT NBR 7181:2016 (granulometria) e na NBR 6459:2016 (limite de liquidez).

Considerações locais

A ABNT NBR 6118:2014, embora estrutural, orienta a drenagem de fundações, mas o maior risco em Canoas vem da saturação do subleito. Quando a drenagem viária geotécnica é mal dimensionada, a água fica retida sob o pavimento. O resultado: erosão interna, piping, perda de suporte e afundamentos localizados. Em vias como a Avenida Guilherme Schell, já registramos recalques de até 8 cm em trechos sem drenagem adequada. O custo de recuperação é três vezes maior que o de prevenção. É risco evitável com projeto correto.

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Marco normativo


ABNT NBR 7181:2016 (análise granulométrica), ABNT NBR 6459:2016 (limite de liquidez), ABNT NBR 7180:2016 (limite de plasticidade), Manual de Drenagem de Rodovias (DNIT, 2006)

Outros serviços relacionados

01

Ensaios de permeabilidade in situ

Executamos ensaios de carga constante e variável em poços e furos de sondagem, conforme ABNT NBR 13292:2021. Os resultados alimentam diretamente o dimensionamento de drenos sub-superficiais, trincheiras drenantes e sistemas de rebaixamento temporário.

02

Projeto de drenagem sub-superficial

Elaboramos projeto executivo de drenagem viária geotécnica com base nos parâmetros de campo e laboratório. Inclui cálculo de vazões, dimensionamento de drenos, seleção de geotêxteis (ABNT NBR ISO 10318) e especificação de dissipadores de energia.

Este serviço complementa o nosso ensaios in situ para uma análise integral do projeto.

Parâmetros típicos


ParâmetroValor típico
Condutividade hidráulica (k)10⁻⁵ a 10⁻⁷ m/s (típico em argilas da planície)
Profundidade do lençol freático0,5 a 2,5 m (sazonal, mais raso no inverno)
Coeficiente de escoamento superficial (C)0,30 a 0,55 (áreas urbanizadas de Canoas)
Vazão de projeto (Q, para TR=10 anos)0,08 a 0,25 m³/s/km² (conforme equação IPH-UFRGS)
Espaçamento entre drenos sub-superficiais5 a 15 m (depende do k do solo)

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Canoas.

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