Na execução de um aterro para um novo loteamento na região do bairro Mathias Velho, em Canoas, a equipe de terraplenagem enfrentou variações inesperadas no grau de compactação do solo. Foi nesse cenário que o ensaio de densidade in situ com cone de areia se mostrou indispensável para verificar se a camada compactada atendia aos requisitos do projeto. O método, consagrado pela ABNT NBR 7185, consiste em abrir um furo cilíndrico no solo, retirar o material e determinar seu volume preenchendo a cavidade com areia padronizada de densidade conhecida. Quando o solo de Canoas apresenta teores de umidade elevados, como ocorre nas áreas próximas ao rio dos Sinos, é comum complementar a análise com o ensaio Proctor para definir a umidade ótima de compactação antes mesmo de iniciar a campanha de campo.

O ensaio de cone de areia é o método de campo mais difundido no Brasil para controle de compactação, com erro médio inferior a 1% quando executado por operador treinado.
Metodologia e escopo
- Nivelamento da superfície e posicionamento do funil sobre a placa de suporte.
- Escavação manual do furo com dimensões controladas (diâmetro típico de 10 a 15 cm).
- Preenchimento da cavidade com areia calibrada e medição do volume ocupado.
- Secagem em estufa da amostra retirada para determinação da umidade.
Considerações locais
Comparando as áreas de solo argiloso do bairro Niterói com as areias do bairro Olaria, em Canoas, percebe-se que o risco de compactação inadequada é maior nos solos finos quando o teor de umidade foge da faixa ótima. Um aterro mal compactado pode gerar recalques diferenciais que comprometem calçadas, tubulações e até mesmo lajes de pavimento. O ensaio de densidade in situ com cone de areia atua justamente como barreira contra esse risco, permitindo ajustes imediatos no número de passadas do rolo ou na adição de água antes que a camada seja coberta.
Marco normativo
ABNT NBR 7185:2016 – Solo – Determinação da massa específica aparente in situ com emprego do cone de areia, ABNT NBR 7185/D1556M-16 – Standard Test Method for Density and Unit Weight of Soil in Place by Sand-Cone Method, DNIT 164/2013 – Controle de compactação de solos – Método do frasco de areia
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Controle de Compactação para Aterros
Realizamos o ensaio de cone de areia em aterros de obras residenciais, comerciais e industriais em toda a região metropolitana de Porto Alegre, com foco em Canoas. O serviço inclui escavação, pesagem e secagem da amostra em estufa, com laudo técnico emitido em até 48 horas.
Verificação de Camadas de Base e Sub-base
Para pavimentos rígidos e flexíveis, o grau de compactação das camadas de base e sub-base é crítico. Executamos o ensaio de densidade in situ em pontos estratégicos, garantindo que a obra atenda aos requisitos do projeto e evite afundamentos precoces.
Este serviço complementa o nosso ensaios in situ para uma análise integral do projeto.
Parâmetros típicos
Recurso em vídeo
FAQ
Qual a diferença entre o ensaio de cone de areia e o método do frasco de areia?
Na prática, os dois nomes se referem ao mesmo ensaio, descrito pela ABNT NBR 7185. O termo 'frasco de areia' é mais comum no meio rodoviário, enquanto 'cone de areia' é usado em obras de edificações. O princípio é idêntico: determinar a densidade in situ medindo o volume de uma cavidade com areia padronizada.
Quanto custa o ensaio de densidade in situ com cone de areia em Canoas?
O valor referencial para o ensaio de cone de areia em Canoas fica entre R$ 280 e R$ 400 por ponto, dependendo da profundidade, da quantidade de pontos e da urgência na emissão do laudo. Para grandes volumes, é possível negociar desconto progressivo.
O ensaio de cone de areia funciona em solo muito úmido?
Sim, mas o teor de umidade afeta a coesão do furo. Em solos muito úmidos ou saturados, a cavidade pode colapsar antes da medição, comprometendo o resultado. Nesses casos, o ensaio deve ser feito com cuidado redobrado ou substituído por métodos nucleares, como o densímetro de superfície.
Quantos pontos de ensaio são necessários por camada de aterro?
A NBR 7185 recomenda no mínimo um ensaio a cada 300 m² de camada compactada, com distribuição homogênea na área. Em obras de maior responsabilidade, como aterros para galpões industriais ou hospitais, o número de pontos pode ser ampliado para um a cada 100 m².