O equipamento utilizado para o ensaio CBR de laboratório em Canoas consiste em um molde cilíndrico de 152,4 mm de diâmetro, um pistão de penetração com área de 3 in² e uma prensa de compressão com capacidade de 50 kN. A amostra de solo é compactada na umidade ótima, determinada previamente pelo ensaio Proctor, e submersa por quatro dias para simular a condição mais crítica de saturação. A penetração do pistão a 2,54 mm e 5,08 mm fornece os valores de CBR, que são corrigidos conforme a curva padrão. O laboratório segue a ABNT NBR 9895:2016 para garantir a rastreabilidade dos resultados. A região metropolitana de Porto Alegre, onde Canoas se insere, possui solos argilosos de origem sedimentar que exigem atenção especial na compactação.

O CBR de laboratório em Canoas revela que solos com expansão superior a 2% são inadequados para subleito sem tratamento prévio.
Metodologia e escopo
- Compactação da amostra na energia especificada (normal, intermediária ou modificada);
- Submersão por 96 horas com leitura de expansão;
- Penetração com velocidade de 1,27 mm/min.
Considerações locais
Canoas está situada na planície aluvial do Rio Gravataí, com solo de consistência mole a média e lençol freático raso. Durante o período de chuvas intensas (setembro a novembro), a saturação do subleito pode reduzir o CBR em até 50% em relação ao valor seco. Ignorar essa variação sazonal leva a deformações prematuras no pavimento. O ensaio CBR de laboratório em Canoas com amostras submersas simula exatamente essa condição crítica. Projetos que adotam CBR de projeto sem considerar a expansão do solo argiloso local correm risco de trincamento por retração ou ruptura do pavimento.
Marco normativo
ABNT NBR 9895:2016 – Solo – Índice de Suporte Califórnia (ISC) – Método de ensaio, ABNT NBR 7182:2016 – Solo – Ensaio de compactação, DNIT 172/2016 – ME – Determinação do Índice de Suporte Califórnia (ISC) – Método de ensaio, ABNT NBR 9895 – Standard Test Method for California Bearing Ratio (CBR) of Laboratory-Compacted Soils
Outros serviços relacionados
CBR com energia modificada
Para solos de subleito que receberão tráfego pesado, aplicamos a energia modificada (56 golpes/camada) conforme NBR 9895. O resultado permite dimensionar pavimentos com maior confiabilidade em vias de alto volume.
CBR em amostras indeformadas
Quando o solo de Canoas apresenta estrutura frágil (siltes arenosos), coletamos blocos indeformados para ensaio CBR sem recompactação. Esse método preserva a estrutura natural do solo e evita superestimativa da capacidade de suporte.
CBR com expansão diferida
Para solos expansivos típicos da região, monitoramos a expansão por 7 dias (168 h) em vez das 96 h padrão. Esse ensaio identifica solos com potencial de expansão tardia, comum em argilas de formação sedimentar.
Este serviço complementa o nosso ensaios in situ para uma análise integral do projeto.
Parâmetros típicos
Recurso em vídeo
FAQ
Qual a diferença entre o CBR de laboratório e o CBR de campo em Canoas?
O CBR de laboratório é realizado em amostra compactada na umidade ótima e submersa, seguindo a NBR 9895. O CBR de campo é feito in situ com equipamento de penetração dinâmica (DCP) e reflete as condições naturais do subleite. Em solos de Canoas, o laboratório costuma fornecer valores 20 a 30% menores que o campo, pois simula o pior cenário de saturação.
Quanto custa o ensaio CBR de laboratório em Canoas?
O valor referencial para o ensaio CBR completo (compactação + submersão + penetração) em Canoas fica entre R$ 260 e R$ 490 por amostra, dependendo da energia de compactação e da necessidade de ensaio de expansão prolongada. Recomenda-se solicitar orçamento com o escopo detalhado.
Quantas amostras são necessárias para caracterizar o subleito de uma via em Canoas?
Para projetos de pavimentação em Canoas, recomenda-se no mínimo 1 ensaio CBR a cada 500 m de via, com coleta em profundidade de 0,20 m a 0,60 m. Em solos variáveis (argila/silte), aumenta-se para 1 amostra a cada 200 m. O DNIT sugere 3 amostras por segmento homogêneo de subleito.