Quando chegamos em Canoas para iniciar os trabalhos de compactação, a primeira coisa que instalamos no canteiro é o molde cilíndrico do ensaio Proctor, aquele de 100 mm de diâmetro para solos finos e o de 152 mm quando o material pede brita graduada. O soquete manual ou mecânico, de 2,5 kg para o Proctor normal ou 4,5 kg para o modificado, é regulado para cair exatamente a 305 mm de altura, 27 golpes por camada em três ou cinco camadas, conforme o método. Esse ritual de laboratório, repetido dezenas de vezes aqui na região metropolitana de Porto Alegre, é o que garante que a camada de solo colocada no aterro atinja o grau de compactação especificado em projeto. Trabalhamos com amostras representativas coletadas nas jazidas de Canoas, seguindo a classificação dos solos para definir qual energia aplicar.

No Proctor modificado, a umidade ótima cai 3% a 5% e a massa específica seca máxima sobe — o solo precisa de mais energia.
Metodologia e escopo
Considerações locais
Se você for executar um aterro no bairro Harmonia, onde o solo é argiloso e o nível d'água é alto, usar a energia do Proctor normal pode não atingir o grau de compactação exigido pela prefeitura de Canoas — e aí o pavimento vai deformar em menos de um ano. Já nas áreas de solo arenoso do bairro Estância, o Proctor modificado pode gerar excesso de energia e quebrar os grãos, criando finos que reduzem a permeabilidade. O risco é sempre o mesmo: especificar a energia errada para o solo local. Por isso fazemos a caracterização completa antes — granulometria, limites de Atterberg, classificação unificada — e só então definimos se o ensaio será normal ou modificado.
Marco normativo
ABNT NBR 7182:2016 – Solo – Ensaio de compactação, ABNT NBR 7182 – Standard Test Methods for Laboratory Compaction Characteristics of Soil Using Standard Effort, ABNT NBR 7182 – Standard Test Methods for Laboratory Compaction Characteristics of Soil Using Modified Effort, DNIT 164 – Solos – Compactação – Ensaio Proctor
Outros serviços relacionados
Ensaio Proctor Normal (Energia Normal)
Executado conforme ABNT NBR 7182 para solos de aterros de baixa a média responsabilidade. Inclui determinação da umidade ótima e massa específica seca máxima, com relatório de ensaio e curva de compactação. Ideal para obras de urbanização, drenagem e aterros de pequeno porte em Canoas.
Ensaio Proctor Modificado (Energia Modificada)
Aplicado em subleito de pavimentos, bases de vias e aterros de grande porte. Utiliza energia de 27,5 kgf.cm/cm³, com cinco camadas e soquete de 4,5 kg. Indicado para obras viárias e industriais em Canoas, como a BR-116 e acessos ao Polo Petroquímico.
Este serviço complementa o nosso ensaios in situ para uma análise integral do projeto.
Parâmetros típicos
FAQ
Qual a diferença entre o ensaio Proctor normal e o modificado?
A diferença está na energia de compactação aplicada. No Proctor normal, a energia é de 6 kgf.cm/cm³ (soquete de 2,5 kg, 3 camadas, 26 golpes). No modificado, a energia sobe para 27,5 kgf.cm/cm³ (soquete de 4,5 kg, 5 camadas, 55 golpes). Isso faz com que o solo atinja maior massa específica seca máxima com menor umidade ótima. A escolha depende da solicitação do aterro: o normal para cargas leves, o modificado para pavimentos e vias.
Quanto custa o ensaio Proctor em Canoas?
O valor referencial para o ensaio Proctor (normal ou modificado) em Canoas fica entre R$ 220 e R$ 440, dependendo do volume de amostras e da urgência. Para obras maiores, com múltiplos pontos de coleta, podemos negociar desconto progressivo.
Preciso do ensaio Proctor para um aterro de 2 metros em Canoas?
Sim, se o aterro for de responsabilidade estrutural ou receber pavimento, o ensaio Proctor é obrigatório para determinar a umidade ótima de compactação. Em Canoas, a fiscalização municipal exige o relatório de compactação para aprovação de loteamentos e vias urbanas. Recomendamos o Proctor normal para aterros de até 3 metros, e o modificado para camadas de pavimento.