Um erro comum que construtoras cometem em Canoas é subestimar a espessura das camadas de argila mole do solo da cidade, típicas da planície aluvial do Rio Gravataí. Sem um projeto de Deep Soil Mixing (DSM) adequado, edifícios e aterros sobre esses depósitos sofrem recalques diferenciais excessivos. A técnica DSM mistura mecanicamente o solo com cimento e água ainda no local, formando colunas de alta rigidez. Antes de definir o traço, combinamos o DSM com o ensaio CPT para mapear a resistência ponta e o atrito lateral ao longo da profundidade, ajustando o consumo de cimento metro a metro.

Em Canoas, a espessura de argila mole ultrapassa 15 metros em vários bairros — o DSM é a técnica mais eficiente para vencer essa camada sem escavação.
Metodologia e escopo
Considerações locais
O equipamento de Deep Soil Mixing em Canoas é uma torre de perfuração sobre esteiras, com aproximadamente 20 toneladas, que instala colunas de solo-cimento por mistura mecânica rotativa. O risco principal é a falha de homogeneização: se o torque da hélice não for suficiente para cisalhar a argila orgânica, formam-se bolsas de solo não tratado dentro da coluna. Para evitar isso, monitoramos em tempo real o torque, a rotação e a vazão da calda de cimento, ajustando o avanço da ferramenta a cada metro. Em Canoas, onde o nível d'água é superficial (menos de 1 m de profundidade), o controle da fluidez da calda evita a segregação do cimento e garante a continuidade das colunas.
Marco normativo
ABNT NBR 6122:2019 — Projeto e execução de fundações, ABNT NBR 12212:2017 — Solo-cimento — Determinação da resistência à compressão simples, Eurocode 7 (EN 1997-1:2004) — Projeto geotécnico (aplicável a obras com capital estrangeiro)
Outros serviços relacionados
Projeto de Traço e Dosagem
Definição do consumo de cimento, fator a/c e resistência-alvo com base em amostras indeformadas do solo de Canoas. Inclui ensaios de compressão simples aos 7, 14 e 28 dias e ajuste do traço conforme a variação da umidade natural.
Execução e Monitoramento de Colunas DSM
Perfuração com hélice contínua, injeção de calda de cimento e mistura in situ. Monitoramento contínuo de torque, rotação, vazão e pressão da calda. Emissão de relatório com perfil de cada coluna e mapa de resistência estimada.
Este serviço complementa o nosso ensaios in situ para uma análise integral do projeto.
Parâmetros típicos
Recurso em vídeo
FAQ
Qual a diferença entre Deep Soil Mixing e estacas de concreto para solos moles de Canoas?
O DSM cria colunas de solo-cimento in situ, sem necessidade de remoção de solo ou descarte de resíduos, enquanto estacas de concreto exigem cravação ou perfuração com transporte de material escavado. Em solos moles de Canoas, o DSM apresenta melhor relação custo-benefício para cargas de até 500 kN por coluna, além de reduzir recalques em aterros sobre argila orgânica.
Quanto tempo leva um projeto de Deep Soil Mixing em Canoas?
O prazo típico é de 15 a 25 dias úteis, incluindo sondagem de reconhecimento (SPT ou CPT), coleta de amostras indeformadas, dosagem em laboratório e emissão do projeto executivo com traço e malha de colunas. Em obras emergenciais, podemos reduzir para 10 dias com equipe dedicada.
O DSM pode ser aplicado em terrenos com nível d'água muito alto como em Canoas?
Sim, o DSM é especialmente indicado para solos saturados. Em Canoas, onde o lençol freático fica a menos de 1 m de profundidade, a calda de cimento é injetada sob pressão controlada para garantir a mistura homogênea mesmo com alta umidade. O traço é ajustado com fator a/c entre 0,6 e 1,0 para evitar segregação.